“Let’s have sex in the car”

Avisos importantes: o que vou contar agora se passa no presente, após 3 anos sem trabalhar na noite. Nomes e locais obviamente preservados para evitar problemas e preservar a identidade das pessoas, também não quero “glamourizar” ou induzir alguém a trabalhar nessa profissão, apenas estou relatando a minha experiência de vida.

Textos que serão parte de um livro chamado “Assim é a noite”, no qual contarei como e porque me tornei garota de programa entre outras histórias e reflexões.
 Quero pedir perdão adiantado pelo meu péssimo português, mas se imaginar que estamos conversando pessoalmente em uma mesa de bar, talvez não pareça tão fugitiva da escola assim.

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O cenário, a casa citada nas próximas histórias é um prédio de dois andares, que eu conheço e não sei dizer ainda quantos mais andares têm, pois por dentro, a casa é um labirinto e por fora um mistério, não dá pra saber onde começa e onde o prédio termina.
A primeira visão depois da recepção é de uma saleta com espelhos nas duas paredes laterais, uma mesa de bilhar, uma parede vermelha entre os arcos para o salão principal, decorada com um escudo dourado em que está gravado o nome da casa com seu brasão e falsas tochas flamejantes iluminando o escudo.
No salão, à esquerda, temos um longo bar de mármore com banquetas vermelhas e postes de pole dance, que em tempos pré-pandemia tinham garotas de lingerie dançando.
O centro e o lado direito do salão é composto por conjuntos de sofás vermelhos, abajures laterais e mesa de centro preta, mais espelhos de ambos os lados da parede e no suntuoso palco no fundo do salão. Por trás de todos os espelhos a parede é vermelha, descobri isso uma vez que cheguei cedo demais e as luzes normais estavam acessas. Durante expediente a iluminação é por abajures nas paredes e luzes estroboscópicas no teto.
No piso superior, no lado direito existem salas e saletas no mesmo estilo vermelho e preto do salão principal, para danças particulares e antigamente abrigava um sushi bar.
Do ponto de vista do palco espelhado há um telão para dias de jogos, afinal melhor dia de uma boate é na quarta-feira.

Estava sentada no bar observando a meia dúzia de garotas esperando ansiosamente pela entrada de algum cliente quando vários casais chegaram e como se alguém tivesse dado corda, as garotas começaram a se mexer e adotar seus personagens.
Eu nem me animei, ou arrumei a minha postura e muito menos sai do lugar, pois pela minha experiência grupos de casais nunca dá boa coisa e já estava sabendo que casas de swings fechavam às 21h, não precisei olhar um minuto pra imaginar o que aquela turma iria aprontar ali. E eu estava certa.

Em seguida chegaram 3 empresários coreanos, a gerente pediu minha ajuda para me comunicar com um deles sobre a área de fumantes. Um homem grande de meia idade, com cara de sério, veio na minha direção balançando um cigarro. Fui com ele até a antiga sala de striptease convertida em fumodromo, ajudei que pedisse uma bebida e tentei puxar conversa, mas ele parecia estar absorvendo o lugar então resolvi dar espaço e fumar um cigarro também. Ele terminou o cigarro dele, foi atrás dos amigos, fiquei observando até ele parar no meio do caminho, como alguém que lembrou que esqueceu alguma coisa. Voltou para a área de fumantes, me pegou pela mão para me conduzir para a mesa dele.

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Muito educado já foi me oferecendo uma bebida e dizendo que eu era muito linda e simpática, conversamos amenidades, mas como um bom e reservado coreano não me contou muita coisa da sua vida.
Bebemos, fumamos, trocamos beijos e carinhos comportados, nos divertimos com outras garotas que acompanharam os amigos dele, parecíamos uma turma de velhos amigos.
Não gosto de estragar o clima e apressar o cliente para o que interessa, prefiro curtir o momento e deixar que fechar negócio seja uma coisa natural.
Tudo bem tudo ótimo e ai começou o show, lembra o grupo de casais? Pois é, a mulherada começou a tirar a roupa no palco espelhado e se beijar e também beijar seus namorados.

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